WASP imprime em 3D um edifício real no Aeroporto de Milão Bergamo
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Quando se fala de impressão 3D na construção, é fácil imaginar projetos experimentais ou habitações em zonas remotas. O que aconteceu no Aeroporto de Milão Bergamo é diferente: um edifício real, em funcionamento, numa infraestrutura crítica de uso diário.
O que foi construído
A empresa italiana WASP, em colaboração com o operador aeroportuário SACBO e a construtora EDILCO, imprimiu em 3D uma instalação de serviços para funcionários alfandegários. A estrutura, chamada "Ol Casél", inclui instalações sanitárias e área de descanso.
O processo de impressão demorou apenas 7 dias, dentro de um projeto total de 19 dias. A máquina utilizada foi uma impressora Crane WASP, com uma área de impressão de 8.200 mm por 3.200 mm e velocidade até 200 mm/s. O equipamento pesa mais de 700 quilos e tem mais de cinco metros de altura.
O material escolhido
Em vez de betão convencional, a equipa optou por argamassa de cal, um material com menor impacto ambiental. As paredes impressas incorporaram aberturas para passagem de cablagem, integrando desde a fase de impressão as necessidades de instalação elétrica.
Porquê num aeroporto?
A análise do projeto destaca que ambientes de alta segurança e infraestruturas críticas são, paradoxalmente, onde a construção aditiva faz mais sentido. Num aeroporto, cada dia de obra tem um custo elevado: implica gestão de pessoal, restrições operacionais e interrupções de fluxo. Reduzir o tempo de construção de semanas para dias tem um impacto financeiro significativo.
O que isto significa para o setor
Este projeto não é uma prova de conceito em laboratório. É uma instalação certificada, em uso, num aeroporto internacional. A WASP tem estado na vanguarda da impressão 3D em argamassa na Europa. Esta obra em Bergamo acrescenta um argumento concreto ao debate sobre a viabilidade comercial da construção aditiva em contextos regulados.
Fonte: 3DPrint.com