Investigadores criam pensos impressos em 3D a partir de cascas de crustáceos
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As feridas crónicas, como as úlceras diabéticas e as feridas de pressão, afetam milhões de pessoas em todo o mundo e são difíceis de tratar com os métodos convencionais. Investigadores da Universidade do Mississippi encontraram uma abordagem diferente: pensos impressos em 3D feitos a partir de um material retirado de cascas de crustáceos.
O problema das feridas crónicas
As feridas crónicas afetam aproximadamente 1,67 por cada 1.000 pessoas a nível global. O principal obstáculo ao tratamento é um desequilíbrio no microambiente da ferida. Os pensos tradicionais muitas vezes não conseguem responder adequadamente: falta-lhes controlo de humidade, bioatividade e resistência mecânica.
Os materiais utilizados
- Quitosano: biopolímero extraído dos exoesqueletos de crustáceos, com propriedades antibacterianas naturais
- Ácido para-cumárico: composto fenólico de origem vegetal presente em frutas, cereais e chá
- Policaprolactona (PCL): para reforço mecânico da estrutura
- Óxido de polietileno (PEO): para melhorar a capacidade de absorção de água
Como são fabricados
O processo combina extrusão por fusão a quente para criar o filamento, seguida de impressão FDM. A geometria dos pensos pode ser personalizada para cada ferida. Um investigador salientou: "Com o tempo, o andaime é absorvido pela pele... não precisamos de nos preocupar com efeitos secundários ou resíduos tóxicos."
Próximos passos
A tecnologia necessita ainda de ensaios clínicos em humanos e aprovação regulatória. Este projeto é mais um exemplo de como a impressão 3D FDM continua a encontrar aplicações relevantes em investigação médica avançada.
Fonte: 3Dnatives